domingo, 27 de maio de 2007

O PODER QUE A RAIVA ME TRAZ


Regurgito todo sentimento estulto que há em mim Pobre irascível (Eu) que reluto a exorar Exorar por breve, ao mesmo tempo, longa eutanásia. Poderia ser mais clara se, não houvesse tanta sede no olhar. Fome incapaz de usufruir a própria raiva grotesca... Já montaram o palco, eles querem minha cabeça! E se quer me entender, em tal profundidade Não leve de mim, salaz, cultivada a maldade A morte se cala na minha goela, sufocante Em breve me torço em paroxística, a raiva me quer... E o poder que nela, já mal censurado, persiste E ao ver essa maldita astuciosa, em seu fracasso desiste. Há algo que em meu peito, cala-me, mas, existe! Um poder maior que a volúpia, de um sádico.. O poder que a raiva me trás corre além dos limites Impudico, vulnerável poder, de que um dia foi sábio. ¿E, é a mim que procuro eximir e que fique bem enterrada, para não poder mais vir¿

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