
Deixo aqui esta carta,sem nenhum testamento,pois de poucos momentos,é que a vida se faz.Eis, a carta de minha morte,quem a encontrar considero de sorte,não porque tenha possuído ouro ou jóia,mas porque terá em suas mãos a história,de mulher sonhadora.Estou indo nessa espera,a busca é o meu lugar,pra saudade, fica a lembrança,que é uma forma de se encontrar.Apesar dos imperfeitos passos,que ao traçar esta estrada, exitei em deixar,bem maior é o compasso, lição que o caminho dá:viver é aprender, aprender sem cessar.A vida tem sina,busca teimosa, ensina,além da ânsia do sofrimento meu,existe quem precisa de mim, muito mais do que eu…Portanto, não quero pranto,eu?!estou na pausa,deste eterno canto,que a clave da vida regendo está.Os bens de minha querência,sonhos, ideais, realidades que ousei plantar…se fenece semente no solo da existência,brota essência, fruto que a terra dá.Palavras? Por quê? Do que irão me adiantar?

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