sexta-feira, 20 de julho de 2007


Tens o apelo correntio dos nórdicos ventos,
velejas no uivo e no chamamento
com que ateias, por dentro, achas de sentimento.
Desmedido, dramático, intenso.
Penetras abstruso, pelas fretas abertas do meu Mundo.
Não te conheço
Nunca te vi as formas, os contornos
Não passas uma amálgama de silabas sibiladas
em hálito quente e morno,
- aragem, bafo, saída de forno.
És poema.
Avanças sobre o enregelado manto -
tecido poroso do meu corpo.
Dormente. Duende,
no trespasse catanado de labirintos intemporais
de crassos, espessos matagais.
Mares d'algas, de negros limos, suspensos sobre varais.
Contudo,
anseio-te,
admito-te.
Clamo-te, cântico, harmonia, poesia borbulhante.
Tu que brotaste em golfadas de sangue – as palavras -,
em correntes de lava, dor e lágrimas - cristais de pranto.
Aceito-te e, noite adentro, de ti me alimento.
Que te inventei com garras, indomada fera,
para que me esventres a Alma, na insanidade,
a revires por dentro,
e na tribuna Palco da Humanidade
a confesses, a reveles, em sacramento.
E te reveles a mim!

Tens o apelo correntio dos nórdicos ventos ...

2 comentários:

Maria Júlia Pontes disse...

dê créditos ao autor do poema ADAGIO
Albinoni, Album Tomaso Albinoni


verifique esse poema é dele pelo visto.

Maria Júlia Pontes disse...

Quando postas um poema tens que colocar o nome do autor ou poderá ser acusada de plágio. entende? bjos